Sob suspeita de facilitação do governo, obras interditadas continuam a todo vapor em Arembepe

Sob denúncia de facilitação do governo, duas obras interditadas em Arembepe, na última semana, durante operação da Fiscalização Integrada, continuam a avançar mesmo após receberem o lacre de interdição. 

 

Lacre misteriosamente é retirado

A primeira delas, localizada na avenida principal, ao lado de um supermercado, teve a sinalização de irregularidade arrancada horas depois de sua colocação.

A construção, após a misteriosa retirada do adesivo, permanece apenas com a placa do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA) e outra indicando o profissional responsável pela obra.

Como se não bastasse a retirada ilegal do adesivo e ausência do Alvará de Construção, a obra ao lado do grande supermercado, avança irregularmente para quem quiser ver, sem receio de fiscalização, multa ou qualquer outra penalidade.

Nesta sexta-feira, 22, imagens foram enviadas para a redação mostrando que depois da interdição um novo andar da construção está sendo erguido e que durante a semana, o trabalho foi bastante adiantado.

 

 

 

Leia também: Lacre de interdição misteriosamente desaparece de construção em Arembepe

  

Proprietário desafia a prefeitura e ignora proibição

A segunda construção interditada durante a operação fica na Rua Manoel Coelho, via de acesso para o Piruí..

O proprietário simplesmente ignora o selo de interdição, pois durante o dia, mesmo com adesivo exposto, os operários continuam trabalhando normalmente, sem nenhuma restrição ou repressão. 

Ao final do dia da terça-feira, 19, malandramente inverteram o tapume, deixando o selo de interdição exposto para a parte interna da obra.

 

 

Moradores questionam seriedade das ações repressivas

“Estão esperando eles terminarem a obra para depois fazer alguma coisa?”, indagou um morador da comunidade.

Segundo relatos, ao contrário de ação repressiva, o fiscal da prefeitura esteve no local diversas vezes e foi flagrado conversando com os operários.

“A impressão é que o fiscal faz vista grossa, porque antes da interdição ficava batendo papo com o pessoal da obra”, bradou outro morador.

Os populares ainda denunciam que a obra ao lado da peixaria, que dá sinais de que será uma grande construção, avança de 1,5m na área marinha.

 

 

Sedur ciente do caso

A Folha de Camaçari está desde a última sexta-feira, 15, buscando informações com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) sobre as providências efetivas que serão tomadas quanto ao primeiro caso.

Na terça-feira, 19, a coordenação da fiscalização reafirmou que as obras continuam irregulares e informou que providências seriam tomadas ainda na semana que passou. No entanto nada aconteceu e até o momento não obtivemos sucesso nas diversas tentativas de novo contato com a fiscalização da Sedur.

Enquanto isso, os proprietários continuam as obras sem nenhuma repressão, comportando-se como novos coronéis, que não se importam com a lei, conseguindo se sobrepor ao ordenamento vigente.

 


Atualização em 25/01/2016 às 14h09

A Folha de Camaçari recebeu novas imagens nesta segunda-feira, 25, mostrando que dois operários continuam trabalhando na construção ao lado do Mercado de Souza, nas proximidades da praça de Arembepe.

Até uma rede de proteção foi colocada na obra, tornando ainda mais visível ainda a movimentação no local.


 

 

 

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Alice Coelho

Alice Coelho é jornalista, escritora e blogueira. Adora a vida, natureza, crianças, idosos e todos os bichinhos do mundo, sobretudo seus coelhos de estimação. Nas horas vagas, quando não está limpando gaiolas, trocando fraldas higiênicas e alimentando seus semelhantes, Coelhinho SebastiãoCleo Coelho Marinho FerrãoKika Coelho FerrãoMandela Coelho Ferrão, brinca de editora-chefe na Revista Livre e Folha de Camaçari.

 

E-mail: alicoel@hotmail.com

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