O envenamento dos recifes de corais em Camaçari

Em 2013 realizei um estudo para compreender como os corais de Guarajuba podem estar sofrendo com as ações dos seres humanos (ação antrópica).

 

Os corais são animais invertebrados marinhos que constroem, através de seu esqueleto calcário e formações rochosas todo o recife, por isso, o nome em conjunto: Recifes de corais.

Estes recifes de corais comportam uma infinidade de espécies marinhas que são de grande importância econômica para a sociedade, sabe-se que muitos pescadores vivem do alimento que está presente nesse ambiente, ainda assim, existem pessoas que utilizam o alimento para o comércio.

Com isso, foi utilizado durante o estudo alguns formulários padronizados para entrevistar as pessoas que estão frequentes naquele ambiente de estudo, nesse caso, a praia de Guarajuba.

Com a técnica da etnobiologia que é uma forma de angariar os conceitos das pessoas que os adquirem durante os anos de vida, recolhi informações através dos pescadores, comerciantes e banhistas dessa região.

Foi declarado  – em consentimento livre dos participantes da pesquisa - que os corais de Guarajuba podem estar sofrendo alguma interferência em sua saúde por conta do lançamento de substâncias químicas que muitos pescadores de fora da região utilizam, para coletar pequenos peixes, polvos e crustáceos.

As ações que os seres humanos produzem na natureza, interferem positivamente ou não (dependendo da consciência de cada um), além disso, ações prejudiciais ao ambiente são cumulativas e precisam ser evitadas urgentemente.

Diante das informações supracitadas, faz-se necessário um estudo profundo para avaliar a saúde desses animais, além disso, ações para gerir os recifes de corais, bem como, trabalhos com a educação ambiental.

As práticas conscientes dos visitantes desse ambiente público (que é benéfico a todos) precisam ser ajustadas em cada indivíduo.

Tais atitudes devem ser feitas para que a praia de Guarajuba, bem como todo seu ecossistema marinho que produz alimento para pescadores, moradores e comerciantes não seja danificado, nem mesmo destruído por completo futuramente. 

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Carla Dias

Carla Dias é Bióloga e mestranda em Diversidade Animal pela Universidade Federal da Bahia

 

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